Jovializar por aí

Jovializar Por Aí: há 30 anos ao serviço da comunidade

Encetamos mais um ano, ainda que este tenha um sabor diferente – é o nosso 30º ano a jovializar – ao serviço da comunidade, procurando promover, divulgar a cultura e língua portuguesas, numa perspetiva transdisciplinar, inclusiva, e dar voz a diferentes vozes.

Se este projeto nasceu para os jovens [daí o seu nome por mim criado], a dado momento deu lugar aos mais novos, enriquecendo esta página, sem, no entanto, ter excluído os seus ex-alunos. É deste todo que esta massa é feita. É esta a magia que um visionário, como o seu fundador Manuel Malvar, a terá sonhado, atrever-me-ia a dizer. Por outro lado, poesia, prosa, contos, notícias, reportagens, artes visuais, curiosidades ou desafios matemáticos, de entre outros, aqui, nada se perde, tudo se transforma.

Faltaria, porém, à verdade se afirmasse que tudo o que chega às mãos é publicável. Naturalmente que não, seja por vezes pela exiguidade do espaço, seja pela necessidade de manter a mestria da escrita, cada vez mais rara de encontrar.

Com efeito, a arte de bem escrever tem vindo a diminuir ao longos destes anos, o que traz alguns constrangimentos. Aprende-se a escrever, escrevendo, esta é a verdadade.

Nestes anos invulgares e difíceis pelos quais passamos, pais, alunos, professores, a resiliência foi a palavra de ordem, e a escrita constituiu para alguns uma espécie de evasão. Os nossos alunos, apesar de todas as imposições ou constrangimentos vividos, precisam de sonhar, de crescer e de se sentir livres. Na verdade, a liberdade advém, de igual modo, do simples ato de ler, de imaginar, de criar, de escrever. A escrita permite tudo isto, preenche os vazios e impede o esquecimento.

O ano de 2021 ainda nos marcará, por aquilo que vivemos e por tudo o que não vivemos. Resta-nos, por isso, esperar que estes momentos sejam apenas páginas soltas e que outras mais felizes se escrevam. Entretanto, o “Jovializar por aí…” continuará a ser iluminado pelo talento dos nossos jovens, dos nossos adolescentes e até dos mais pequenos, ainda que saibamos que os hiatos serão previsíveis, em circunstâncias como estas que experienciamos pela primeira vez.

Esperemos voltar aos “velhos moldes”, com espaço para as rubricas que deixaram de existir, tais como a notícia, a reportagem, de entre outros subgéneros jornalísticos pelas contingências a que fomos sujeitos. Por isso, apelamos à figura do professor. Que este impulsione a expressão escrita como forma de evasão do isolamento físico e social. Reiteramos o que várias vezes aqui assumimos. A ele – professor – devemos o modelar da matériaprima, a força anímica que orienta o saber e o saber fazer. A ele devemos a consecução de sonhos, anseios, corporizados em verbo e, através desta página, partilhados com o nosso prezado leitor. A ele agradecemos a persistência, o reforço positivo e a inclusão de todos e de cada um. Sem ele nunca nos teria sido possível jovializar por aqui ao longo de 30 anos. Assumo tratar-se de uma dificuldade inimaginável, sempre dependente da matéria-prima, bem como da colaboração de terceiros.

Temo que se avizinhe mais um ano letivo – duro -, mas acredito escrever páginas singulares, fruto de uma história partilhada com o Mundo, aqui n´ “O Leme” registadas para memória futura, a quem agradeço em nome de todos por nos permitir navegar livremente.

Um abraço jovial,

Paula Moreira de Carvalho

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