Cultura

Litoral EmCena recebe espetáculo da companhia francesa ‘Collectif 2222’ entre 21 e 23 de Outubro

“Pourquoi les vieux, qui n’ont rien à faire… traversent-ils au feu rouge”

“Porque Será que os velhos, que não têm nada para fazer… Atravessam no semáforo vermelho”

A companhia francesa Collectif 2222 apresenta nos dias 21, 22 e 23 de Outubro no Litoral EmCena um espetáculo de teatro físico que questiona a velhice e o final da vida, num espetáculo entre o burlesco e o drama.

Santiago do Cacém (21), Vila Nova de Santo André (22) e Sines (23) são as três localidades que vão receber o espetáculo em que é utilizada a técnica de máscara e, apesar de se tratar de teatro físico, é ainda trabalhado “o texto pela sonoridade, como um tapete sonoro que acompanha a partitura física”.

Embora com origem em França, formada por atores que frequentaram uma das mais prestigiadas escolas de teatro físico, a Escola Internacional De Teatro Jacques Lecoq, o Collectif 2222 conta com elementos de várias nacionalidades.

O espetáculo que traz este coletivo traz à Costa Alentejana, “Pourquoi les vieux, qui n’ont rien à faire… traversent-ils au feu rouge”, vai ser interpretado por atores oriundos de Inglaterra, Suécia, Colômbia e França.

Dirigido ao público a partir dos 6 anos, esta peça teatral questiona com subtileza os tabus à volta da terceira idade e procura pelo humor e pela técnica da máscara falar da intimidade e daquilo que faz com que sejamos crianças ou velhos, seres autónomos capazes de fazer escolhas.

Bilhetes: 5€ público geral, 3€ sócios AJAGATO, maiores de 65 anos e menores de 18.

Reservas: Santiago do Cacém – 269 750 410, Sines – 269 860 080, V. N. Santo André – 269 751 296 ou 914 706 503

Sobre o Espectáculo

Uma manhã, num lar de idosos, morre um velhinho. Um outro chega. É a rotina.

Os jogos de cartas continuam, assim como os exercícios desportivos e de memória.

Hoje, festeja-se o aniversário da centenária.

Envelhecidos e desgastados, procuram dar sentido a sua existência no convívio e nas actividades de grupo da instituição. Mas para uma velhinha isso já não é possível.

Finita la commedia, ela já não tem vontade de representar. O pessoal auxiliar e colegas dão-lhe forças diariamente. Que diabo! A vida é sagrada. Pouco lhe importa, a pequena senhora, quer é acabar com os seus dias.

Entre o burlesco e o drama, este espectáculo questiona a velhice e o final da vida. Com subtileza, o colectivo questiona os tabus à volta da terceira idade e procura pelo humor e a técnica da máscara falar da intimidade e daquilo que faz com que sejamos crianças ou velhos, seres autónomos capazes de fazer escolhas.

Ficha Técnica e Artística

Encenação: Thylda Barès

Elenco: Victor Barrère (França) | Andrea Boeryd (Suécia) | Paul Colom (França) | Elizabeth Margereson (Inglaterra) | Ulima Ortiz (Colombia) | Tibor Radvanyi (França)

Técnico: Clémentine Pradier

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