Cultura

Novo romance de António Gamito Chaínho

No passado dia 4 de setembro, na Pátio Central da Biblioteca e Arquivo Municipal de Grândola, o escritor grandolense António Gamito Chaínho, lançou mais uma obra literária, um romance intitulado “A Baronesa Rebelde”.

No evento estiveram presentes o escritor que foi acompanhado pelo Presidente da Câmara de Grândola, António Figueira Mendes, o Presidente da Junta de Freguesia de Azinheira de Barros, Ricardo Rufino, Diretor do Jornal Ecos de Grândola, António Saramago, pelo apresentador da obra, Pedro Ramos e por cerca de sessenta pessoas que quiseram estar presentes ao ato.

Durante a cerimónia atuou a dupla Cabo-verdiana, Dúnia Lobo/Daniel, que interpretaram trechos da música daquelas ilhas atlânticas.

Nas intervenções registadas, os oradores enalteceram o espírito do escritor, o seu apego à região e igualmente o contributo substancial de conhecimento sobre o problema do esclavagismo na área do Vale do Sado, que muito tem contribuído para um melhor conhecimento da sociedade grandolense atual.

Coube ao Dr. Pedro Ramos a apresentação formal da obra agora dada ao prelo: «O romance de época “A baronesa rebelde” surge na sequência do livro anterior “A escrava Domingas”, ambos focados no processo de escravatura verificado no Vale do Sado, na segunda metade do século XVIII e início do seculo XIX. A principal protagonista, Maria Rosa, filha da escrava Domingas e do 2º Morgado de S. Mamede, por via das alterações sociais observadas nessa época e de particularidades da sua origem familiar, parte de uma condição de forra para se transformar numa personagem modificadora do pensamento conservador na vila de Grândola. Mulher de pensamento aberto, carácter indomável e de uma bondade sem limites, assume-se como a defensora dos direitos dos escravos, da afirmação dos direitos da mulher e da instrução pública, enquanto instrumentos indispensáveis para o progresso da pessoa humana. Na narrativa procura-se descrever o quotidiano da época, quiçá, de uma vila oitocentista como era Grândola, ou de uma aldeia repleta de pergaminhos, como era, então, Azinheira de Barros».

No final da sessão, usou da palavra o autor que, de uma forma emocionada agradeceu todos os apoios que lhe foram dados pelas diferentes entidades concelhias.

Seguiu-se a habitual sessão de autógrafos.

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