Editorial

Editorial: A dança recomeçou

Ao chegar a mais um verão, e agora de novo com o Covid19 ainda á espreita continuamos a assistir aos avanços e recuos. São as “autoestradas” ou “vias rápidas” de passagem de turistas de uns países para os outros. Procurando onde podem, os ricos, ir deixar o seu dinheiro para passarem as férias descansados. Onde se pode utilizar e servir daquilo que os outros têm e que eu posso usar. Qual homem rico que tendo um grande palácio e já cansado de o possuir e utilizar, sempre com as mesmas vistas, vai procurar novos espaços, mas com toda a mordomia do seu palácio. Qual mato em que habitam feras e povos com tradições ancestrais e que têm de preparar para esses um palácio com tudo aquilo que tenho em casa e que agora só quero aproveitar a paisagem e as feras do campo, e quem sabe ainda os seus próprios povos. Todos têm de se inclinar, como se faz ao rei. Mas assim que eles deixam esses matos e esses territórios, eles são fechados ao aceso de outros. Porque são perigosos e nós não vamos mais precisar, por agora, deles. Os pobres continuarão sempre a mendigar o que cai das mesas dos ricos. O mundo continua igual. Por muito que sejam proclamados os direitos Universais do Ser Humano, das Crianças e até de outros seres vivos, o vil metal continua sempre a comandar a vida da humanidade. Assim fomos, ou nos sentimos nós também usados nestes últimos dias. E quantos outros países também lhes acontece o mesmo. Quantos têm que ser servientes a um determinado grupo para que venham e tragam sempre aquilo que paga as nossas contas. Quanto temos de nos subjugar para que o nosso valor seja reconhecido e valorizado. É hora de erguer a cabeça e valorizar o que é nosso e verdadeiramente quem é nosso amigo. É hora de olhar para dentro de nós e nos valorizarmos mais. Somos e seremos sempre fortes. E já o provámos imensas vezes. Demos ao mundo o que de bom temos. Mas também saibamos aproveitar o que de bom oferecemos. Não somos os coitadinhos da ponta da europa, mas somos os que temos o que a Europa procura. Estamos no centro daquilo que se procura; as pessoas e o nosso património. Não deixemos que dancem sem nós, mas que dancemos todos nós.

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