Opinião

Crónica da Quotidiana Vivência: Mas afinal o que é isto do… Amor???…

Roupa da estação… chinelos… o mesmo chapéu de sempre e… rodas à estrada com paragem na Pelenga na onde se encontravam os meus amigos Neptuno e Éolo numa tremenda azáfama de
reposição dos arenitos o que igualmente arrastou os limos do fundo marinho tornando a água impraticável para quem… até o espírito queria lavar!!!…

Sem que me vissem… voltei ao carro e retrocedi para o início de S. Torpes… praia deserta e com água quente e límpida… Assentes os arraiais… uma marcha cumprida com água pelo joelho e… ora
vamos lá ler isto… O “isto”… é um livro que já adquiri há algum tempo… como tantos outros e que
há mais de um semestre repousava na minha mesa de cabeceira a aguardar melhor oportunidade…

O prefácio moralizou-me bastante… escrito pelo eminente Prof. Dr. Manuel Sobrinho Simões e no qual confessa professar um gosto em comum cá com o rapaz – o de escutar religiosamente aos
domingos o programa feito pelos autores da obra… Júlio Machado Vaz e Inês Meneses…“O Amor É”… e do qual costuma retirar bastantes ensinamentos… Logo na primeira análise impressa sobre uma canção escrita por Carlos T  que foi gravada pelo Rui Veloso – “A paixão segundo Nicolau da viola”… pode-se observar o dogma que devia presidir à nossa existência enquanto “buscadores da
felicidade”… “não se ama alguém que não houve a mesma canção”…

Evidentemente que se trata de uma figura estilística mas com aplicabilidade em muitos contextos… comida… cinema… e muitas outras áreas que compartimentam a nossa existência…

Dei comigo a pensar… ora aqui está consubstanciada a busca eterna pela alma gémea… utopia inconseguida ao longo das nossas vivências e que para alguns… é o sal da vida e para outros a razão de um triste e pressionante sentimento de solidão!!!…

Mergulho nas salsas ondas tentando arrefecer… parar e clarificar… o turbilhão de pensamentos gerados no meu íntimo… Definido está um comportamento vivencial nem sempre… ou quase nunca seguido ao longo da nossa existência… Se nos centrássemos na busca de companhia
que… à partida… tivesse uns gostos semelhantes aos nossos… talvez evitássemos toda aquela “trabalhêra” de tentar encontrar a felicidade…

Mas… geralmente começamos pelo fim… contudo o relógio da vida não pára e … por vezes… ficamo-nos pelo sonho que… nem sempre comanda a vida como escreveu António Gedeão na sua “Pedra Filosofal”…

Agora reparo… para quem queria adotar um estilo existencial de “laisser faire laisser passer” numa perspetiva francófona ou num estilo “let it be” mais anglófono… a coisa não começou lá muito
bem!!!…

Isto do amor… tem muito que se lhe diga!!!…

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