Sociedade

Opinião: Não se nasce professor

Por Mário Primo, professor

A vida não se deixa programar, acontece-nos, surpreende-nos e exige-nos adaptação
permanente.

Quando em 1975 me candidatei ao ensino e fui colocado em Santiago do Cacém não sabia bem ao que vinha! De repente ali estava em frente a uma turma que não conhecia este “setôr” novo, cujo único atributo seria talvez o ser jovem… Recordo a ansiedade que me invadiu e de ter ter pensado que, ou abortava a experiência, ou teria de me preparar para ela…

Claro que não havia manual que me ensinasse a ser professor. Precisava aprender a orientar os alunos sem defraudar as suas expectativas e sentir que o meu trabalho, mais do que útil, devia ser
importante para todos.

Os conselhos dos colegas mais experientes eram sobretudo no sentido de não perder a autoridade perante a turma e não deixar os alunos “pôr o pé em ramo verde”… Mas os exemplos dos colegas eram como “roupa alheia” que, ou não me servia, ou não me ficava bem…

Por sorte lecionava uma disciplina a que se atribuía pouca importância, pelo que se não me ajeitasse não viria daí grande mal ao mundo…

Artigo completo disponível na edição em papel de 18 de Julho de 2019, n.º 743

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