Opinião

Opinião: Em que momento deixaram as crianças de ir para a rua brincar?

Por Ricardo Rosa, jornalista

Foi quando invadimos as ruas com automóveis? Foi quando nos acobardámos com rumores exagerados ou mitos urbanos do homem do saco que leva criancinhas? Ou quando as brindámos com dúzia e meia de gadjets, supostamente adultos, que servem para elas exercitarem polegares e indicadores em scroll ou para lhes perguntarmos “onde estás” de cinco em cinco minutos?

Não foi há tanto tempo assim (é o que gosto de pensar, mas já lá vão quase 30 anos) que a minha rua em Santiago era ponto de encontro da miudagem da vizinhança. Num dos limites da então vila, nem um carro passava por hora e poucos eram os que lá paravam estacionados.

Depois das aulas ou ao fim de semana, andava-se de bicicleta ou jogava-se à bola sem medo de acertar num vidro. Ou às escondidas saltando quintais e muros e quase que entrando em casa dos vizinhos para o melhor esconderijo. Se chovia ou estava demasiado calor, o pátio do prédio da frente servia para jogatana de Monopólio até as mães gritarem em coro que estava na hora do lanche ou do jantar. E quando vinha o verão, vinham primos e primas de alguém e um jogo de “bate-pé” na rua de baixo, um beco sem saída mais discreto.

Artigo completo disponível na edição em papel de 22 de fevereiro de 2018, n.º 710

 

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