Autárquicas 2017 / Política

Desenvolvimento económico, ambiente e requalificação urbana foram alguns dos temas debatidos pelos candidatos à Câmara

Os quatro candidatos à Câmara de Santiago do Cacém, que encabeçam as listas da CDU, PS, PSD/CDS-PP e Bloco de Esquerda, destacaram no debate promovido no âmbito da ‘Operação Autárquicas 2017”, promovida pelo jornal O Leme e pela Rádio Miróbriga, a requalificação urbana, o turismo e o emprego como prioridades para desenvolver o concelho nos próximos quatro anos.

Durante o encontro, que decorreu na Quinta do Chafariz, em Santiago do Cacém, no dia 22 de setembro, Álvaro Beijinha defendeu o desenvolvimento urbano como a estratégia a seguir, dando continuidade ao “plano estratégico de desenvolvimento sustentável” que já começou a ser desenvolvido no atual mandato, de gestão CDU.

Álvaro Beijinha (CDU), 40 anos, advogado, presidente da CM Santiago do Cacém desde 2013, foi entre 205 e 2013 vereador na CMSC

Este plano, explicou o candidato da CDU, tem “duas premissas”, “a regeneração urbana” e a “mobilidade urbana”. A estratégia inclui intervenções como “a requalificação dos bairros em Vila Nova de Santo André, o Bairro das flores, Bairro do Pinhal e o Bairro dos Serrotes”. Além disso, prevê também a “requalificação das zonas comerciais, tanto em Santiago do Cacém, como em Santo André”, a “requalificação dos edifícios dos mercados municipais em Santiago do Cacém, Santo André e no Cercal do Alentejo, os centros históricos de Alvalade, Cercal do Alentejo e Santiago do Cacém e a implementação de um sistema público de bicicletas partilhadas”.

Outra das prioridades onde o candidato da CDU pretende continuar a apostar é a área da educação, com investimentos nas escolas do concelho e no combate ao insucesso escolar.

Para o candidato do Partido Socialista, Óscar Ramos, o município de Santiago do Cacém tem potencialidades que podem ser promovidas.

Óscar Ramos (PS), 63 anos, foi membro do executivo municipal pelo PS em 3 mandatos, além de ter sido também eleito na AM durante oito anos

A pensar nisso, o candidato estabeleceu prioridades para os próximos quatro anos, nas quais incluiu a necessidade de construir uma “circular” em torno da cidade sede de concelho, a “recuperação da Escola Secundária Padre António Macedo”, a necessidade de “um lar para a terceira idade no Cercal do Alentejo e em Vila Nova de Santo André” e, entre outras, a “construção de um centro cultural em Vila Nova de Santo André”.

Óscar Ramos diz que o concelho tem vindo a perder população e que é preciso fixar jovens. Uma das medidas que defende é , por exemplo, criar loteamentos municipais próximo das unidades fabris dos empresários e “cativar jovens para o município”. “Temos que cativar os empresários e estar do lado deles e apoiá-los”, defendeu o candidato socialista. “Primeiro, [é preciso] vontade nossa de cativar investimentos, segundo, arranjar parceiros para investir e terceiro, dar as melhores condições possíveis aos empresários”, disse.

Já o candidato da coligação PSD/CDS-PP, Luís Santos, quer ter um concelho mais forte e já definiu uma estratégia em vários setores, com o objetivo de promover a capacidade de atração de investimentos.

Luís Santos (PSD/CDS-PP), 43 anos, empresário, foi presidente do União do Sport Clube e vice-presidente do Estrela de Santo André, candidata-se pela primeira vez à CM Santiago do Cacém

“As taxas de IMI e derrama no nosso concelho foram sempre das mais elevadas, ultimamente tiveram já alguma redução, mas ainda assim continuam muito acima da média nacional e continuam pouco amigáveis das empresas e das famílias”, apontou o candidato, que argumentou que “quase metade dos municípios de Portugal aplicam a taxa mínima de IMI”. Luís Santos alegou ainda que os municípios vizinhos “têm taxas mais baixas”. O candidato do PSD/CDS-PP considera que as zonas rurais “estão a ficar envelhecidas”, mas que isso se pode contrariar com “instrumentos fiscais”, como o “IMI familiar” ou a “isençaõ de IMI para jovens”.

Para o candidato, a criação de emprego é uma das bases de desenvolvimento e para isso é preciso olhar para os parques empresariais como prioridade.

“Estamos junto da plataforma industrial e portuária de Sines onde, por exemplo, os lotes industriais têm um preço incomparavelmente mais caro do que no concelho de Santiago e nós não conseguimos ter um aproveitamento desse factor”, lamentou Luís Santos.

“As nossas zonas industriais não têm intervenção no espaço público, estão abandonadas, não são atrativas e não conseguimos aí competir e captar empresas que não têm necessariamente que estar junto de Sines e podiam estar nas nossas zonas industriais”, acrescentou, defendendo a necessidade de “cuidar da casa”, “dar condições aos que já cá estão”, para “a seguir tentar captar outros”.

Também o comécio local e os mercados precisa de mais atenção, para “captar e atrair as pessoas” e criar “locais de qualidade”.

Já o candidato do Bloco de Esquerda, Bruno Candeias, defende para o município de Santiago do Cacém um desenvolvimento sustentável e o reforço da autonomia das freguesias.

Bruno Candeias (BE), 31 anos, técnico de operações industriais, concorre pela primeira vez à CM Santiago do Cacém, integrou o executivo da JF de Ermidas no mandato 2009-2013.

O candidato defende um “desenvolvimento que tenha como alicerces a valorização do património cultural e histórico, a valorização do património natural e a valorização da produção local”. “Queremos propor uma efetiva descentrallização de competências para as Juntas de Fregueisa, queremos reforçar a autonomia das freguesias, para que tenham mais competências e mais capacidade para ser autónomas na gestão”, afirmou.

O candidato quer implementar um conjunto de propostas com vista à transparência, à participação dos munícipes, como o orçamento participativo, na gestão autárquica e ainda apostar na área da habitação.

A alocação ao Orçamento Municipal de “uma verba que permita às pessoas decidir onde é que será aplicada” é uma das propostas do BE, que também quer promover “uma espécie de democracia digital” e ainda “democratizar o boletim municipal, com espaço para a oposição”.

A candidatura do BE quer ainda “que o direito à habitação seja uma regra” e pretende apostar no ambiente, com a “produção de energias renovaveis”, que Bruno Candeias defende que devem ser aproveitadas, para “alimentar edifícios públicos e iluminação pública”. Outra medida neste sentido é a reconversão da “frota automóvel em carros elétricos” e ainda lançar “um projeto de transporte coletivo através de um mini-bus elétrico”.

Todos os debates foram transmitidos em direto pela Rádio Miróbriga, com posterior publicação escrita do resumo do encontro na edição online do jornal O Leme. O calendário de debates pode ser consultado aqui.

O debate pode também ser ouvido na íntegra aqui.

Outros debates:

» Entrevista ao único candidato à AF Abela » Ler ou Ouvir

» Debate com candidatos à AF Alvalade » Ler ou Ouvir

» Debate com candidatos à AF Cercal do Alentejo » Ler ou Ouvir

» Debate com candidatos à AF Ermidas-Sado » Ler ou Ouvir

» Debate com candidatos à AF Santo André » Ler ou Ouvir

» Debate com candidatos à AF São Domingos e Vale de Água » Ler ou Ouvir

» Debate com candidatos à AF São Francisco da Serra » Ler ou Ouvir

» Debate com candidatos à AF Santiago do Cacém, São Bartolomeu da Serra e Santa Cruz » Ler ou Ouvir

» Debate com candidatos à CM Santiago do Cacém » Ler ou Ouvir

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