Editorial / Opinião

Editorial: As “Obras de Santa Engrácia…”

Abílio Raposo

Diretor

Por Abílio Raposo,

Conta uma lenda antiga que existia um cavaleiro apaixonado por uma jovem donzela que estava num convento. Ela fora colocada lá pelo seu pai contra a sua vontade.

No entanto o cavaleiro não desiste e combina fugir para longe com a jovem. Facto que não se concretiza, pois os guardas do Rei vão buscar o cavaleiro e prendem-no acusando-o de roubar as relíquias da igreja de Santa Engrácia, que se tinha iniciado a construção.

Ato grave que foi considerado, o Rei manda queimar o cavaleiro. Enquanto lhe puxavam fogo ele grita: É tão certo morrer inocente como as obras da igreja de Santa Engrácia nunca mais terem fim. E de facto as obras levaram vários séculos para se acabarem, e o povo habituou-se a dizer quando alguma coisa não seria possível acabar ou ter fim, que seriam como as obras de Santa Engrácia.

Porque conto esta pequena história?

Pelo facto, as obras da A26, que liga Sines a Santo André nunca mais terem fim. É já uma vergonha regional e nacional.

Artigo completo na edição em papel de 05 de maio de 2016, n.º 669

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