Economia / Entrevista

Entrevista: “Vamos encerrar o ano com resultados na ordem dos 8 ME”

A assinalar os cem anos de vida, Jorge Nunes faz um balanço da atividade de uma instituição cada vez mais próxima dos seus associados e clientes. Depois de alguns anos conturbados, devido à crise, a Caixa Costa Azul, saiu fortalecida e quer melhorar os resultados.

Jorge Nunes, Presidente do Conselho de Administração da Caixa Costa Azul

Jorge Nunes, Presidente do Conselho de Administração da Caixa Costa Azul

O Leme – Em 2016 a Caixa Agrícola Costa Azul assinala o seu primeiro centenário. Que balanço faz da evolução da caixa e do seu contributo para a evolução da região onde atua?

Jorge Nunes – É claro que é bastante positivo e sendo presidente do conselho de administração desta caixa não podia dizêlo
de outra forma mas a verdade é mesmo essa e os números comprovam-no. A caixa tem cem anos e estou aqui há cinquenta,
embora na gestão da caixa sejam cerca de 40 anos. Quando vim para a caixa isto era um balcão pequeno e, desde 1980, quando
abrimos a primeira agência, que temos vindo sempre a crescer. Aliás, a Caixa da Costa Azul, ex-Caixa de Santiago do Cacém, foi a primeira a abrir uma agência. O regime jurídico da altura já previa que nas freguesias onde existissem mais de dez sócios podia abrir-se uma caixa e fomos nós que abrimos em Alvalade. Daí para cá, abrimos 17 agências, abrangendo os concelhos de Santiago, Grândola, Sines, Ourique, Setúbal e Sesimbra. Já fomos a maior Caixa do país mas agora, por força das fusões, já deixámos de o ser. Em 1984 abrimos em Grândola e, nessa altura, com o parecer negativo do próprio Secretário de Estado do Fomento Cooperativo. Recorremos ao Ministério das Finanças e obtivemos a luz verde para a abertura em Grândola e, em 1986, em Sines. Isto foi um passo tão importante no Crédito Agrícola que, depois de 1986, começaram a juntar caixas umas com as outras e hoje algumas caixas no norte e no centro do país são um pouco maiores do que a da Costa Azul. Toda esta evolução foi bastante positiva e basta verificar que, com este período todo de crise, o Crédito Agrícola foi classificado, por uma empresa internacional, como o terceiro banco mais sólido do país. Apesar de todas as crises, nunca rejeitámos crédito,
tivemos sempre dinheiro para conceder aos nossos associados e não só.

O que diferencia o Crédito Agrícola de outros bancos?

É uma cooperativa de sócios, pessoas ligadas essencialmente à terra e ao desenvolvimento rural da região e somos instituições locais que procuram estar sempre muito próximo dos clientes e dos associados, privilegiar o desenvolvimento local e regional e fazer dos clientes e associados parte integrante da instituição.

Artigo completo na edição em papel de 04 de fevereiro de 2016 n.º 663

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