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Opinião: Uma agenda para Santo André

João MadeiraPor João Madeira,

Há mais de 40 anos, o Gabinete da Área de Sines, investido de amplos poderes e abundância de meios financeiros planeou uma cidade nova, construída de raiz, no quadro do Pólo Industrial de Sines. Essa Cidade Nova era Santo André, que ia da Charneca do Areal às margens da Lagoa, numa extensão de 9 km, uma cidade polinucleada, concebida para cem mil habitantes!!!

Tais planos, megalómanos e desfasados da realidade, rapidamente baquearam e dos quatro núcleos urbanos planeados, apenas um avançou. Não obstante tudo isso, dissolvido o GAS e transferida a sua gestão para a Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vila Nova de Santo André, elevada a cidade, é o centro urbano mais importante de todo o concelho, o mais jovem e o mais qualificado, com 11 mil habitantes.

Independentemente de problemas de gestão no dia a dia, creio que Santo André se debate com três problemas maiores, que bloqueiam um maior desenvolvimento. O primeiro prende-se com o atavismo centralista com que a Câmara Municipal olha para a cidade, resistindo à transferência de competências para a Junta de Freguesia, que se deveria assumir como a entidade gestora de todo o território.

Percebe-se que a cumplicidade políticopartidária destes dois órgãos mantenha a situação como está, apesar dos autarcas da Junta perceberem, e sentirem muito bem, como isso condiciona na sua acção autárquica.

Artigo completo na edição em papel de 05 de novembro de 2015, n.º 657

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2 thoughts on “Opinião: Uma agenda para Santo André

  1. só este pequeno excerto diz tudo desta magnifica terra e gerida de uma maneira que todos nós permitimos, se não vejam os votos das ultimas eleições 784em 2011 734 em 2015 são sommente os mesmos a votar neles mesmos é uma população jovem e bem qualificada permite viver na estagnação?acho que não, vejam o exemplo de sines estão a desaparecer aos poucos estão desaparecer, despertem, respirem e votem

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  2. Cheguei a Vila Nova de Santo André há 32 anos e ouvia e lia classificar o lugar como descaracterizado e de gente dezenraizada. O tempo foi passando e hoje vejo famílias com filhos, netos e até bisnetos. Não sei quantos anos são precisos para termos população autotene… O Hospital com uma área abrangente tão grande não tem maternidade e os nossos meninos vão nascendo por onde podem.
    O que me surpreende neste lugar é a capacidade das pessoas se juntarem em associações que pela comemoração de datas nós mostram estar activas mas o organizarem-se para solucionar uma situação está longe de concretizar-se. Lembro a tentativa de construção de um lar de 3a. idade. Pelo artigo de João Madeira lembro os pins que estão pelos nossos caminhos e a possibilidade de ver por aí uma qualquer portagem para que paguemos a ida para( Sines,..!?).
    Hoje fui até à Lagoa de Santo André,minha praia de eleição e pergunto-me como a vou utilizar com a minha mobilidade?Onde estão os apoios a um lugar frequentado por velhos e crianças :- há W.C. , chuveiros?como percorrer todo aquele espaço com toalhas e guarda sol?

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