Economia / Opinião / Política

Acessibilidades: entre o estudo, a evidência e a execução…

Opinião - António Camilo

Por António Camilo, em Odemira

É tempo do Alentejo Litoral e Baixo Alentejo ver construída/melhorada uma rede rodoferroviária nacional à altura do seu potencial estratégico, e que de vez potencie estes territórios, beneficiando-os e ao país.

Tal rede, consta de todo o planeamento estratégico e os estudos dos vários quadros de financiamento comunitário integraram-no, enquanto matriz da atividade económica (e da saúde, por exemplo), mas nem assim avançou!

A história é conhecida: Lisboa/Vale do Tejo, Norte e Centro no final levam o dinheiro, lembrando a história conhecida do futebol: a malta discute e a Alemanha leva a taça! Todos os governos, até hoje, aprovaram ou mantiveram, por via instrumental, essa visão correta do desenvolvimento, desta zona do Alentejo. Desta, porque o histórico do processo revela que o Alentejo Central e o Norte Alentejano sempre retiraram vantagens da sua proximidade a Évora, no que toca a apoios comunitários…

O poder municipal, em regra fez pela vida nos sectores da sua responsabilidade e em outros em que se substituiu ao poder central; mas o mesmo poder central pouco ou nada fez neste capítulo (então este último!..), ainda que o Plano Rodoviário Nacional 2000 consagre tal rede de IP´s, IC´s e EN´s.

Todos conhecemos as promessas, de modo contínuo relativas a essas obras, de todo fundamentais para a captação/ampliação de actividades/áreas de negócio geradoras de valor acrescentado. Mas, ao avanço da Plataforma Logística de Sines (indústria, comércio e serviços), do Alqueva/Baixo Alentejo (horto-fruticultura, turismo, indústria, comércio e serviços) e de todos os concelhos do Litoral, (horto-fruticultura, pecuária, turismo, comércio e serviços), tudo áreas em que o atual governo, com justiça, reconhece a excelência destes territórios, qual é então o seu contributo, o merecido “reconhecimento/incentivo” com que nos brinda?

Paragem das obras no IP8 (Sines/A2/Beja), com muito do dinheiro aplicado deitado à rua; das obras do IP2 (troço Évora a Beja/Ourique); não arranque da ligação Odemira (Via do Infante/IC4 ao IP8 ou Odemira/Ourique em perfil de IC, pois é o único concelho litoral sem ligação direta à rede fundamental); O “mastigar” da ligação ferroviária Sines/Évora/Espanha (lá para 2017/2019?!…), apesar da prova de que Sines é talvez o porto nacional que há anos mais cresce!

O artigo completo na edição em papel de 08 de Agosto de 2014, n.º 629

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